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IMPRENSA HISTÉRICA |
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Esta imagem é do outdoor colocado próximo ao Canecão, uma semana antes do lançamento do livro Imprensa Histérica, Informação Prejudicada.

O outdoor foi produzido pelo publicitário Rodrigo Queiroz.
Escrito por alexandre monteiro barboza às 17h01
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O livro Imprensa Histérica, Informação Prejudicada teve uma boa divulgação na Internet, como mostra os links abaixo:
Blue Bus http://www.bluebus.com.br/show.php?p=1&id=63764
Ricardo Boechat – 14/9/05 http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/colunas/boechat/2005/08/31/jorcolboe20050831001.html
Portal Imprensa http://www.portalimprensa.com.br/new_mapadamidia_data_view.asp?code=1074
Observatório da Imprensa http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=345AZL007#
Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul http://www.jornalistas-rs.org.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1065
Associação Brasileira de Imprensa (ABI) http://www.abi.org.br/especial.asp?idesp=10&id=272
Lusomátria (site Português) http://lusomatria.com/noticias.php?noticia=1073
Portal dos Jornalistas (Jornalistas.com) http://jornalistas.com/noticias.php?noticia=1601
Jornal Digital http://jornaldigital.com/noticias.php?noticia=7003&act=2
Escrito por alexandre monteiro barboza às 00h35
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Comentários postados sobre artigo que analisa o 11 de setembro - Fevereiro/2005 - Comunique-se
Douglas McMillan [25/02/2005 - 10:46] (Produtor-N.H.K. Japan Broadcasting Corporation - JPN - Sucursal Brasil) Ótimo que vc tenha feito entrevistas com gente dos jornais e tenha ido mais fundo na questão. Desculpe-me a reação um pouco exacerbada do meu texto, mas é que já topei com várias análises sobre a cobertura de 11 de setembro (algumas de figurões; algumas aqui) baseadas numa leitura diagonal do que foi escrito. Cansa um pouco ver tanto chutismo nos analistas de imprensa. É ótimo que se faça essa análise -- e vc está de parabéns por ter feito ela de maneira mais profunda. Vou ao link do observatório e conversamos depois, em pvt. Abraços, Douglas
Iracema Torquato [10/05/2005 - 19:59] (Professor-Unesp - Universidade Estadual Paulista - SP - Bauru) "Faltaram explicações consideradas básicas no jornalismo: como os autores do atentado passaram pela segurança com facas, canivetes e estiletes?" Com muito prazer, ainda redobrado pelo fato de somente agora estar comentando o excelente TCC de Alexandre. É parece enredo de fábulas e serve como exemplo perfeito para o texto que acabou de ser levado ao ar, aqui mesmo, em pauta: "Quanto mais purpurina, pior". Por quê? Oras, Alexandre não deixou de recriar e criticar as grandes imagens passadas pela TV e pelos jornais. O Grande Lobo, não permite que desvende seus secretos desejos forazes de poder. Não importa muito quem "suja" as águas. Todos são cordeiros: a imprensa,em geral, os leitores, os jornais citados por Monteiro. Se relermos nas entrelinhas das reportagens que foram publicadas, o que nos sobra de críticas? Concordo com o articulista:"um futuro incerto esteja à espera do jornal impresso". E ouso acrescentar de muitos online também. Alexandre Monteiro, nota 10, parabéns. Adorei!
Luiz Sergio Lindenberg Nacinovic [24/02/2005 - 08:07] (Freelancer) Do jeito que a coisa caminha, a mídia impressa vai ser extinta pelo custo. Isso não significa o fim da leitura. Quem quiser ler vai imprimir o texto escolhido no próprio hardware. Já existe tecnologia barata e que, se for bem aplicada, sua usabilidade vai determinar a extinção do paradigma do papel impresso como mídia de armazenamento. A portabilidade e a mobilidade vão ser os agentes da mudança profissional e do surgimento do WebJornalismo comme il faut. O celular e o PDA vão ser as ferramentas dos novos manuais de redação. E o conceito físico da redação como os jornalistas conhecem também vai ser reformulado. É bom lembrar que estamos apenas entrando na revolução tecnológica!
Graça Rossetto [23/02/2005 - 16:58] (Freelancer) É engraçado agora, através desse artigo, ver os "personagens" trocando de lugar na história. Imaginando que no começo da internet era o novo meio que imitava o modelo do impresso e agora parece ocorrer o contrário. Muito boa a observação feita pelo articulista. Ora, isso não tem razão de ser! Se já com o começo da internet falava-se em extinção do impresso (no que confesso nunca ter acreditado) imagina se o papel dos jornais fica relegado a cópia das manchetes das últimas notícias. Acredito que o caminho para o futuro do impresso esteja extamente no oposto, no aprofundamento de temas que outros meios mais rápidos não são capazes de oferecer, principalmente tratando-se de casos especiais como a cobertura do tal atentado.
Douglas McMillan [23/02/2005 - 21:23] (Produtor-N.H.K. Japan Broadcasting Corporation - JPN - Sucursal Brasil) Alexandre, Geralmente não me enfurno em polêmicas aqui no C-se. Se o faço é apenas porque acredito que posso dar uma boa contribuição ao debate. Estava de cuecas quando o primeiro avião bateu nas torres. Quando o do Pentágono caiu, já saía do banho em direção do JB correndo. Talvez seja difícil lembrar, tendo estado longe do olho do furacão, mas a situação era de histeria não só dos jornalistas, mas do mundo. Quando cheguei à redação tínhamos a notícia de que havia 22 (!) aviões sem destino conhecido. Seria um 11 de setembro multiplicado por sete. Sua avaliação das edições extra omite um detalhe muito importante: saíram três horas depois do acontecido. Há pouco a se apurar nesse intervalo em qualquer acontecido, imagine num grande como esse. Difícil, nesse momento, tirar a bola de cristal da gaveta e prever que os muçulmanos seriam perseguidos, mas foi coisa que não tardou dois dias para ser feita.
Douglas McMillan [23/02/2005 - 21:27] (Produtor-N.H.K. Japan Broadcasting Corporation - JPN - Sucursal Brasil) Outro detalhe importante que não está em sua análise: todos os sites de notícias haviam caído. Os jornais foram fechados a telefone e sistema de agência de notícia. Quem foi pra internet não encontrou nada. Pelo menos não antes das edições extras. Só isso já mostraria que elas cumpriram seu papel informativo, mas a História também nos dá um exemplo: nenhuma edição extra -- Segunda Guerra, Kennedy, escolha -- é um primor em apuração e análise. Nem pode ser. Compará-la com os livros de história e com tudo que se analisou depois (e que você provavelmente leu nas páginas dos jornais) além de injusto, é análise pobre e inconsequente. Às vezes é bom ir às fontes na primeira fila pra fechar um pensamento.
Sônia Ambrósio [23/02/2005 - 22:14] (Correspondente - Internacional-Rádio Eldorado AM - SP) Caro Alexandre, parabens pela iniciativa. O fato de voce parar para analisar e comparar as edicoes extras de dois jornais brasileiros importantes ja eh um ponto positivo para os jornalistas recem formados, estudantes de comunicacao, e ate mesmo para aqueles que ja estao na profissao ha muito tempo. Seria interessante voce esclarecer qual o metodo utilizado para a analise e quais outros aspectos que voce encontrou nas reportagens mas que nao descreveu na conclusao. Agora, se a sua analise eh bem aceita ou nao por outros profissionais nao eh muito importante. Alias intelectuais podem passar horas discutindo pontos de vista- o que eh excelente e enriquecedor. Em varias partes do mundo outros jornalistas e academicos teem feito estudo mais ou menos similar aa sua. Parabens. Tomara que mais analises comparativas de coberturas de temas nacionais aparecam nos espacos do Comunique-se. Abs, Sonia Ambrosio, de Cingapura.
Alexandre Monteiro [23/02/2005 - 22:55] (Freelancer) Oi, Douglas. Agradeço as suas críticas. Elas são pertinentes. Mas eu vou discordar um pouco de você. Melhor, farei um convite, mas antes eu vou me defender. Esse artigo o qual escrevi faz parte de um trabalho de pesquisa de 72 páginas. Essa pesquisa foi publicada na íntegra pelo Observatório da Imprensa, em 2003. Na verdade, eu não esqueci dos sites que caíram e tiveram que ser reformulados(e muitos deles voltaram ao ar como o UOL. A internet também passou por um momento de amadurecimento). E também a minha análise se baseia em entrevistas com jornalistas que participaram da edição extra, de sociólogo e de pesquisa bibliográfica. O objetivo desse trabalho foi mostrar que jornal pode ter os seus dias contados por causa da velocidade em divulgar informações como tem sido a internet. Não deixei de ouvir os dois lados, apenas comparei a literatura acadêmica com as entrevistas pessoais. Eu lhe convido a ler a minha pesquisa toda. Gostei das suas críticas, repito...
Alexandre Monteiro [23/02/2005 - 23:02] (Freelancer) ...o meu intuito era gerar discussões. E estou feliz em saber que gerou. O link do observatório é: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/da120820033.htm No endereço contém a pesquisa na íntegra.
Escrito por alexandre monteiro barboza às 02h03
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Imprensa histérica, informação prejudicada Livro com análise da cobertura carioca no 11 de setembro será lançado dia 13 na Livraria Armazém Digital
Após quatro anos desde o atentado às torres gêmeas do World Trade Center, o jornalista Alexandre Monteiro Barboza lança o livro Imprensa histérica, informação prejudicada – Uma análise da cobertura carioca no 11 de setembro. Durante dois anos de pesquisas o autor focou o estudo nas edições extras publicadas por dois dos principais jornais brasileiros – O Globo e Jornal do Brasil. Com depoimentos inéditos de jornalistas como Ricardo Boechat, Eliane Cantanhêde, Nilson Lage, Bernardo Ajzenberg, entre outros, o livro, em formato de reportagem, levanta a questão de como a imprensa preferiu as informações oficiais e de agências de notícias, cuja campanha ideológica apontava o principal culpado, Osama bin Laden, e a suposta vítima: EUA - em vez de contextualizar e analisar os fatos, e não sua reprodução espetacularizada.
Será que a imprensa se mostrou deficiente na cobertura do 11 de setembro, mais especificamente nas edições extras? Os jornais também não conseguiram responder uma das principais perguntas: como os terroristas conseguiram furar o bloqueio da segurança portando objetos como facas, canivetes, estiletes etc?
Com base em artigos de intelectuais que criticaram a intenção da imprensa em promover gritos de guerra, poderemos acompanhar o comportamento dos jornais, influenciados pela mídia americana, e como uma posição ideológica, em seus editoriais, foi favorável à retaliação dos supostos países envolvidos no atentado.
Qual é o papel do jornal diante dessa enxurrada de informações publicadas pela TV e internet?
Essas e outras histórias estão no livro Imprensa histérica, informação prejudicada – Uma análise da cobertura carioca no 11 de setembro, com lançamento em 13 de setembro, às 19h, na Livraria Armazém Digital, Rua General Severiano, 97 - Loja 108 – Botafogo (RJ).
Livro: Imprensa histérica, informação prejudicada – Uma análise da cobertura carioca no 11 de setembro Lançamento: 13 de setembro, às 19h, na Livraria Armazém Digital, Rua General Severiano, 97 - Loja 108 – Botafogo (RJ). Número de páginas: 96 Preço: R$ 25
Informações: Tel.: (21) 9966-1418 E-mail: alexamonteiro@uol.com.br
Escrito por alexandre monteiro barboza às 01h04
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Segunda parte do artigo sobre o 11 de setembro
As redações naquele dia passavam por um momento de histeria, e a imprensa preferiu as informações oficiais, cuja orientação ideológica incentivava em alguma medida uma campanha de vingança e retaliação, apontando o principal culpado: Osama bin Laden.
Os jornais se envolveram em especulações sobre uma suposta Terceira Guerra Mundial, sem ao menos ter sido feita uma análise do contexto histórico e social dos países envolvidos no atentado, e da suposta vítima: os EUA. Dos editoriais contundentes ao código de ética do profissional de jornalismo, as edições extras mostraram as deficiências da imprensa carioca em procurar apresentar os dois lados: a vítima e o suposto culpado. Na verdade, o que havia sido publicado até aquele momento era o fato de o terrorista saudita Osama bin Laden ser o principal suspeito. Informações sobre a cultura e pessoas passando fome nos países árabes, futuras perseguições aos residentes árabes nos EUA, e até mesmo um paralelo com a Guerra do Golfo, entre outros possíveis temas, não foram mencionados.
Tanto O Globo como o Jornal do Brasil estamparam em suas capas textos e títulos em que destacavam: A era do terror, Horror no coração da América, (Jornal do Brasil); Terror sem limites, O horror à violência não tem fronteiras (O Globo). As palavras terror e horror estavam diluídas ao longo das reportagens. As imagens eram reproduções das televisões norte-americanas, do mesmo modo que a maioria dos dados e informações vinha de agências estrangeiras.
No site Comunique-se, Ivson Alves elogiou o papel da imprensa no 11 de setembro e disse que os jornais do eixo Rio/São Paulo fizeram uma significativa produção de material sobre o atentado às torres gêmeas. As edições, segundo o jornalista, recheadas de fotos, conseguiram passar para os leitores os detalhes sobre a tragédia. Mas criticou os jornais pela carência de análise e pesquisa jornalística.
Em cima da hora, não dá para fazer análise, dirá você. Bem, realmente é difícil, mas impossível não é, tanto que a Globonews pegou analistas e os colocou diante das câmaras para que eles comentassem o que estava ocorrendo em cima do lance. (...) Afinal, a idéia que todos tínhamos é que o caminho para os jornais sobreviverem no futuro seria a sua capacidade de analisar e contextualizar os fatos. Mas se a TV e a internet (que foi assim dessa vez, mas que tende se recuperar a tempo de cobrir bem o atentado atômico ou biológico previsto para os próximos anos) puderem fazer isso ao mesmo tempo em que os tais fatos ocorrem? O que sobraria aos jornais de papel? Talvez, só se tornarem jornais online. ALVES, Ivson. O duelo. Comunique-se, 17 set. 2001. Disponível em: . Acesso em: 17 set. 2001. Os editoriais daquele dia clamavam por guerra e retaliação.
Alguns diziam que se qualquer país no mundo fosse contra um ato de vingança desferido pelos EUA, estaria sendo cúmplice. Leia abaixo um trecho do editorial de O Globo e sua posição em relação ao atentado. "Nenhum país civilizado negará aos EUA o direito a uma represália, tão pesada e violenta quanto o ataque de que foi vítima, assim que identificar com segurança a origem dos ataques. Não será, tem-se a certeza, um gesto de vingança, mas de defesa absolutamente legítima, única forma eficaz de prevenir futuras incursões terroristas. "
As edições estavam recheadas de depoimentos de personalidades e intelectuais aterrorizados com as imagens transmitidas pela televisão. Os periódicos incitaram em seus títulos o terror. Mas contra quem? Na verdade quem praticou o terror? Se tivessem adotado uma postura mais analítica e contextualizada diante dos fatos, os leitores saberiam que os EUA já praticaram e financiaram atos de terrorismo. Sem perda tempo com incidentes menos conhecidos e tampouco citados neste artigo, vale citar alguns exemplos: Nicarágua, Chile, Israel, Kosovo, Iraque e o próprio Afeganistão.
Eu tenho que concordar com Ivson Alves, pois talvez um futuro incerto esteja à espera do jornal impresso. Se os matutinos deixarem de assumir a sua função – de investigar, analisar, contextualizar, apresentar os fatos dos dois lados envolvidos em um conflito –, para tentar acompanhar a velocidade com que a internet e a televisão têm agido, em seu intento por divulgar informações em menor tempo, e se considerarmos os altos custos gráficos, os jornais podem se transformar em meras simulações de veículos digitais.
O link para acessar a página do Comunique-se – 23/2/2005
http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsprint.asp?editoria=237&idnot=20595
Link do Observatório da Imprensa – 12/8/2003
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/da120820033.htm
Escrito por alexandre monteiro barboza às 00h55
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A cobertura da imprensa carioca no 11 de setembro
(Parte 1) As edições extras sobre a cobertura da imprensa no 11 de setembro de 2001 mobilizaram editorias e jornalistas de dois dos principais jornais do país, O Globo e Jornal do Brasil. E também chamaram a atenção para o reflexo do acontecimento nas redações, o posicionamento editorial, as fontes jornalísticas e as agências de notícias.
Informações não-consistentes e perguntas não-formuladas previamente fizeram parte do processo de elaboração de uma nova edição especial. Faltaram explicações consideradas básicas no jornalismo: como os autores do atentado passaram pela segurança com facas, canivetes e estiletes?
Alguém já se fez essa pegunta?
N.do A.: Como o artigo é muito grande, o colocarei em partes. No final de cada texto, lançarei uma pergunta para reflexão, crítica ou sugestão.
Escrito por alexandre monteiro barboza às 01h07
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